terça-feira, 22 de setembro de 2015

Aos Alunos do Curso de Arquitetura e Urbanismo

                                                               Por Túlio Martins


Ao iniciarmos o curso, provamos de um turbilhão de informações, normas, costumes e personalidades. Aderimos a novas ideias, novos estilos de vida. Sentimos a vontade de melhorar o que já existe e ajudar a sociedade a vislumbrar um futuro melhor.


Fomos tomados por princípios, ideologias convicções diversas. Buscamos o inusitado, o sucesso, o reconhecimento.


Essa mola-mestra que nos impulsiona é vibrante e nos faz deixar todo o óbice de lado, embora algumas vezes o desânimo possa nos visitar.


E mesmo parecendo indômito só se solidificará na mente das pessoas fracas, que se acomodarem e se acostumarem a aceitar o que inicialmente foi proposto, sem duvidar, sem pestanejar, sem procurar entender porque não pode ser diferente, melhor. O que existe, existe para ser evoluído, assim como nós.


Destarte, o arquiteto pertence a um meio social. Cabe a ele observar, analisar e propor soluções para o enfrentamento das adversidades e imprevisibilidades que ocorrem na nossa ambiência.


Contudo, não se permita ser menos, compreender menos. O dia nasce com novas dificuldades, mas também com possibilidades. Observe os momentos felizes e os momentos de fragilidades. Aprenda com eles, tire proveito e apresente novas propostas de superação.   


Se a aula não foi o esperado, se você se sente incapaz, se o professor não atendeu as suas expectativas, supere essas adversidades. Pesquise, estude, busque outros meios de conhecimento, transmita sentimentos bons no ambiente em que você estuda. Isso mostra que você quer mais, que está disposto a ir além. Contratempos existem, mas podemos transcender esses desafios. Nada, nada será fácil, mas vai valer a pena.  Acostume-se.


Trilhando o caminho dos homens


Quando chega o meio dia de nossas vidas, o ápice da nossa qualidade mental, tudo se torna claro. Percebemos que o que importa, na verdade, é chegarmos a um estado de equilíbrio.


Todavia, uma das formas mais eficientes de sobrepujar esse obstrucionismo é criando. O estado de criação consola nossos sentimentos e anseios. Criar é trabalhar, é produzir, projetar. É estabelecer parâmetros para nosso futuro, é conquistar, é buscar o reconhecimento. Pois, é através da labuta que as pessoas nos percebem e nos respeitam.


Amigos, colegas e professores, vamos caminhar juntos por uma arquitetura melhor. Deixar de lado os conflitos e desavenças. Vamos lutar por melhorias no curso, na cidade, no estado, no país e no mundo. Que tal começarmos viajando até o nosso interior, e nos conhecendo?

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