Por Túlio Martins
A Iniciação Científica (IC) é a primeira experiência do aluno com o
método científico de produzir conhecimento, sendo um mecanismo de sustentáculo
teórico e metodológico para o aprimoramento intelectual. Sua essência tem como
objetivo despertar a vocação científica e incentivar talentos potenciais
erradicando a atual formulação do aluno como depositários de informações,
produzindo indivíduos capazes de criar seus próprios métodos de análise.
Ademais, a IC tem algumas vantagens como a melhoria na concentração e
organização, capacidade de resolver um problema de certa complexidade,
acompanhamento de um docente gerando troca de informações e experiências,
aprimoramento crítico e criativo, reconhecimento perante a instituição, enriquecimento do currículo visando
seleções para pós-graduações e, em alguns casos, a remuneração.
O desenvolvimento da pesquisa na formação profissional exerce um papel
importante para a geração de novos conhecimentos, de novas tecnologias e para o
aperfeiçoamento do espírito crítico e reflexivo na formação do acadêmico
(SARAIVA, 2007).
Na busca frenética e imediatista do lucro, as “indústrias da educação” (grande
parte das instituições de ensino superior particulares), no geral, optam por
negligenciar a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão com o
intuito de diminuir custos minimizando a quantidade de hora-aula paga aos
professores, ampliando o curso para dois turnos e movimentando o ciclo de
entrada e saída de alunos para o mercado de trabalho, aligeirando o processo e
(de)formando futuros profissionais á revelia de uma formação profissional
sólida, responsável e competente.
De acordo com Fava-de-Moraes (2001),
”não há
condições de uma Nação querer ser moderna com desenvolvimento social e
econômico se não tiver base científica e tecnológica”. Esta foi uma das
conclusões da Conferência Mundial sobre Ensino Superior, realizada pela UNESCO,
em 1998. Tome como exemplo os países mais desenvolvidos do mundo no tocante ao
número de doutores e PHD que são formados, resultado obviamente da base
científica que foi proporcionada à época da graduação.
Assim sendo, é inconcebível a uma instituição de ensino superior a não
efetivação da tríade indissociável do ensino, pesquisa e extensão, não obstante
afirme para Deus e o mundo que é necessário formar pessoas capacitadas no
âmbito da pesquisa para desenvolvimento, não apenas pessoal, mas, sobretudo,
nacional. Este discurso não cola mais! Separar ensino de pesquisa e extensão é
um pecado capital imperdoável ao desenvolvimento da sociedade!
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